Marketing na Igreja Cristã
Jetro dizia a Moisés para pensar estrategicamente e se organizar. (Gn 18)
Faço parte do Ministério de Comunicação da minha igreja, a Segunda Igreja Batista de Cachoeiro de Itapemirim. Daí o meu interesse por esse assunto, que hoje desperta também o interresse de muitos lideres religisos. Estamos ainda engatinhando nessa área, embora a história da Igreja de Cristo nos mostra que, desde o início, todos os elementos do marketing, sempre esteve presente na vida da Igreja.
Marketing precisa ser entendido como uma ferramenta organizacional da qual as empresas, ou mesmo instituições, devem lançar mão para atingir seus objetivos. A questão é que ainda é muito mal compreendido até mesmo entre empresários.
O objetivo maior do Marketing é conhecer o cliente. Peter Drucker afirma ser o propósito do Marketing tornar a venda supérflua. Conhecer tão bem o cliente, satisfazendo todos os seus desejos e necessidades a ponto de tornar o ato da venda desnecessário.
O Marketing Cristão é o mesmo que se aplica às empresas. Não é um fim em si mesmo, mas apenas mais um meio para atingir os objetivos da Grande Comissão.
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
(Mc 16:15)
Não é um departamento específico, mas sim uma idéia implantada no seio da igreja. Tem que fazer parte da filosofia, preocupação e comprometimento das lideranças da Igreja. A Igreja deve sempre ter uma visão estratégica de competir no “mercado”, por que temos um concorrente.
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.”
(Jo 10:10)
Os Clientes são os fiéis. Satisfazê-los por meio de produtos confiáveis é melhor forma de superar o concorrente. Este é um conceito facilmente aplicável na Igreja, se entendermos que a Fé Cristã é o melhor “produto” que se pode oferecer a eles.
“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.”
(Rm 10:14 e 15)
Estratégias de Marketing
Toda instituição, comercial ou ideológica, deve sempre ter uma estratégia para executar suas ações. Inspirado no que Jetro dizia a Moisés para pensar estrategicamente e se organizar; podemos facilmente aplicar o famoso “4 Ps”do Mix de Marketing à realidade de nossas Igrejas. Trata-se de 4 ferramentas mercadológicas (Produto, Ponto, Promoção e Preço).
Produto é tudo que se pode oferecer aos clientes. Uma Igreja tem diversos “produtos e serviços”, com destaque obviamente para os Cultos. A Igreja ainda tem para oferecer a Escola Bíblica Dominical, Cultos Especiais, Células, Programas, CDs, livros, acampamentos… ou seja, tudo que a Igreja disponibiliza aos seus membros.
Ponto de Distribuição (PDV) é algo que não pode ser negligenciado, é o local, ou Templo onde os fiéis congregam a sua fé. A localização e o visual é a chamada embalagem em Marketing, agrega valor e torna o cliente mais satisfeito. O cuidado com a comunicação visual da Igreja e todos os seus aspectos físicos como as placas, o Púlpito, as transparências, os boletins, livros e revistas alem da iluminação, torna o produto muito mais agradável e deve ser cuidado como se cuida da Palavra do Senhor.
“Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.”
(Hc 2:2).
Promoção é uma ferramentas que deve ser muito bem elaborada e planejada por profissionais, mas deve ser executada por todos os da Igreja, sempre. Muito tem se utilizado dos meios de Comunicação de massa na Igreja atual, inclusive com redes de Televisões inteiras dedicadas à divulgação da Palavra, com sacerdotes mais parecendo garotos-propaganda do que servos de Deus. O valor de iniciativas massivas é inegável, mas a velha e boa propaganda boca a boca (o testemunho) ainda é insubstituível, se pensarmos que estamos promovendo a Palavra de Deus. Líderes e pregadores precisam, urgentemente readequar seus conceitos e planejar de maneira profissional e competente a promoção da Palavra de Deus.
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”
(Atos 1:8).
Preço do produto cristão é um assunto delicado e que muitos líderes não se sentem a vontade para discutir. As Igrejas tratam o assunto financeiro de diferentes maneiras, mas o que realmente vai manter a estrutura funcionando, ou não, é com o que os fiéis contribuem. Na verdade, a Fé Cristã tem que ser entendida como uma Graça e por isso mesmo é e deve ser de graça, e o Dízimo é mais um apoio financeiro a causa do Senhor Jesus. O preço mesmo já foi pago, na Cruz. Assim, deve-se considerar também como preço a pagar, a dedicação e o compromisso dos fiéis, tanto do ponto de vista de apoio pessoal como emocional e intelectual, que pode ser transformado em ministérios ou trabalhos voluntários.
A palavra de ordem é a gestão estratégica, e uma Igreja que quer levar as Boas Novas cada vez mais, até os confins da Terra, não pode desperdiçar esforços nem tampouco recursos. Para se atingir os objetivos pastorais é preciso desenvolver ações estratégicas do Marketing Cristão, discutindo com as lideranças da Igreja para chegar a um Plano de Marketing Estratégico que busque sempre a Grande Comissão. Oferecer serviços e produtos que satisfaçam os desejos e as necessidades dos fiéis e distribuir os serviços dentro e fora da igreja (inclusive utilizando-se da internet), entre tantas outras ações.
Se a Fé Cristã é o melhor produto que se pode oferecer a alguém, como não satisfazer um cliente com um produto que tem a duração e a garantia de uma vida eterna?
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
(Jo 3:16)
Sou jornalista e designer e sonho em trabalhar com minha profissão/capacitação para o Mestre, mas confesso que a relação entre mídia e missões ainda não está bem consolidada na minha mente. Digamos que, nesse âmbito, ainda estou sendo formanda. Achei muito bom esse texto, esclarecedor. Conheço os conceitos do marketing mas ainda não tinha conseguido compreender com tamanha clareza sua aplicação no Reino. Fez meu coração arder. Obrigada.
Eu estou muito interesaado em o que você escriveu aqui. Fazemos parte de Associação Evangélica de Acaampamentos em Brasil e precisamos ajuda com Marketing e como podemos usar com nossos acampamentos.
Eu quero pedir que se você (ou alguém em São Paulo) me procuring sobre a opportunidade de fazer uma ou duas ofecinas no nosso Convenção Nacional 2011 em São Paulo.
Obrigado.